Poeta, Fabrício Carpinejar nos cativou com sua inspiração sobre o cogumelo: “Até hoje não diferencio os cogumelos venenosos dos sadios. Como descobrir o que mata sem morrer um pouco a cada dia?”.

 

Pois o cogumelo é uma das obras mais fascinantes da natureza. Ele tira da morte o seu nutriente, da decomposição brota em vida. E nem precisamos mais nos preocupar se são venenosos: desde a Grécia e a Roma antigas, o homem desenvolveu técnicas seguras para o cultivo. Dispomos, assim, da sua vida riquíssima em sabor, aparência e propriedades medicinais, como a de potencializar a imunidade do nosso organismo e ser um grande aliado do coração.

 

Michael Pollan, no livro O dilema do onívoro, explica:

Safra cogumelo paris

"O talento demonstrado pelos fungos para decompor e reciclar matéria orgânica morta é o que os torna indispensáveis não apenas às árvores, como também a toda a vida na Terra. Sem os fungos para decompor a matéria, a Terra há muito teria sufocado sob um cobertor de matéria orgânica criado pelas plantas; a matéria morta se empilharia interminavelmente, o ciclo de carbono pararia de funcionar, e os seres vivos não teriam o que comer”.

No cultivo, a escolha de um composto de qualidade para fazer as vezes de solo é a maior garantia de obtenção de um produto sadio e perfeito para consumo. É necessário que esse composto possua nutrientes para os fungos se desenvolverem, o que se obtém através de um processo de fermentação controlada e depois pasteurização para que outros fungos, ácaros e insetos não proliferem. Estima-se que 90% do sucesso no cultivo dos cogumelos se deve ao composto e 10% ao manejo.

 

Na cozinha, inúmeras formas de preparo se adequam a este alimento com visual de conto de fadas. E todas as receitas se enriquecem com o uso das diferentes espécies. Veja as dicas na página PRODUTOS.

O cogumelo